domingo, 24 de abril de 2016

Vacinar corretamente cães e gatos previne doenças letais.

Você sabe quais vacinas e quando deve aplicá-las no seu animalzinho? Pois saiba que as vacinas são essenciais para garantir uma vida saudável não só para os cães e gatos, mas também para os donos, já que os pets são, cada vez mais, membros da família.

Algumas das doenças que podem aparecer em seu filhote, caso não seja vacinado, são a giardiase (que causa diarréia, vômito, dores abdominais, perda de peso e desidratação) e a Leishmaniose (doença transmitida pela picada de mosquito infectado que provoca perda de peso, debilidade, e, em casos mais graves, anemia, insuficiência renal e hemorragia nasal). 

A raiva, uma das zoonoses mais conhecidas e preocupantes, é incurável e transmitida entre os cães e aos humanos. O vírus atinge o sistema nervoso e provoca perturbações nervosas de origem cerebral, depressão, paralisia e morte do animal. 

Algumas doenças são mais graves e podem levar seu pet à morte. Como os pets são hoje membros da família, tendo um convívio intenso com as pessoas da casa, a vacinação passa a ser item de obrigatória atenção a todos os proprietários.


Veja algumas vacinas mais comuns que devem ser dadas ao animal, sempre com orientação de um veterinário:

Esquema de vacinação para cães – A vacina V8 ou V10, que previne contra sete tipos de doenças, entre elas a Leptospirose, que pode ser transmitida ao homem, deve ser aplicada em cães a partir dos dois meses de idade. Uma dose deve ser aplicada mensalmente até os quatro meses, em um total de três doses. Aos quatro meses, o animal deverá receber a vacina contra a raiva e contra gripe.
Após esse período, essas vacinas deverão ser repetidas anualmente, em dose única. Três doses devem ser aplicadas a cada 21 dias. Após as primeiras aplicações, a vacina deve ser reforçada a cada ano. A vacina contra a Giardise deve ser aplicada somente a partir de oito semanas de vida, duas vezes enquanto o animal ainda é filhote, com reforço anual.

Esquema de vacinação para felinos – A exemplo dos cães, a vacinação dos gatos deve ter início aos dois meses de idade, com a aplicação da Quadrupla, vacina que previne doenças como Clamidiose (que provoca tosse, dificuldade respiratória, pneumonia e febre) e a Panleucopenia (causadora de febre, falta de apetite, depressão, vômitos e diarréia e desidratação). A dose da Quadrupla deve ser aplicada mensalmente até o quarto mês de vida no felino, (total de 3 doses). No quarto mês também deverá ser aplicada a vacina contra a raiva.


segunda-feira, 7 de março de 2016

Cuidados no pós-parto em cadelas.

Alguns pontos são mais importantes de serem feitos e observados no pós-parto:

- Alimentação: a indicação é mudar a alimentação da mãe para ração de filhote a partir do terço final da gestação até final da amamentação. Normalmente não é necessário ter uma suplementação na alimentação e, geralmente, a cadela começa comer uma quantidade maior do que estava acostumada. Caso a mãe não alimente seu filhote adequadamente, o tutor deve fazer isso com leite apropriado a filhotes recém-nascidos que será orientado pelo veterinário.

- Atividade: a mãe ficará todo o tempo com os filhotes nas três primeiras semanas, mas ela também tem que ter seus momentos para comer e fazer as necessidades diárias normais.


- Cuidados com a glândula mamária: verifique os mamilos diariamente e limpe com água morna se tiver leite ressecado. Se houver qualquer alteração de descoloração da pele, inchaço, sensibilidade ou ferida, procure um médico veterinário para avaliação.

- Secreção vaginal: sair uma secreção de avermelhada à esverdeada da vulva é normal nos primeiros dias. Com passar das semanas essa secreção deve diminuir em volume e coloração até ficar transparente e não ocorrer mais.

- Efeitos gerais: normalmente a mãe pode sofrer perda excessiva de pelos durante o período de amamentação e também pode ocorrer uma perda de peso, porém se ela for exagerada, deve-se procurar o veterinário.

- Estro (cio): se a cadela não for castrada, após 4 a 6 meses do nascimento dos filhotes, ela entra no cio novamente. Caso deseje castrar o animal, ele deve passar em consulta com veterinário após os filhotes terem desmamado para verificar se já pode ser castrada.

- Desenvolvimento dos filhotes: os filhotes nascem com os olhos fechados e com a entrada dos ouvidos protegida, por isso são completamente dependentes do faro e dos cuidados da mãe para sobreviver. Os olhos começam a abrir com 10 a 15 dias pós-nascimento e os ouvidos com 15 dias. Nos primeiros dias de vida, os filhotes apenas se arrastam para junto da mãe. O desenvolvimento motor é rápido e os filhotes começam a engatinhar e a tentar se firmar nas 4 patas com 20 dias aproximadamente.

- Primeira visita ao veterinário: se o pós-parto estiver indo bem, os filhotes devem ir ao veterinário com 45 dias para uma consulta de filhotes e início do protocolo de vacinação.

Fonte: petcare.com.br

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Convulsões

Várias condições podem provocar convulsões no seu animal sendo por isso necessário obter uma boa história clínica e um bom exame clínico. Nas convulsões, ao contrário de outras doenças, pode ocorrer um período de atividade normal entre as convulsões.

Existem dois tipos de convulsões: generalizada e parcial.


As convulsões generalizadas também são conhecidas por tônicas/clônicas ou grand mal. Este tipo de convulsões são descritas como perdas de controlo de todo o corpo, em que o animal cai para o chão, estica as pernas e a cabeça inclina-se para trás; sendo depois seguido por tremores das pernas, cerramento da boca, e perda do controlo urinário e de defecação. Estes sinais representam a parte mais violenta das convulsões e é conhecida por ictus. Durante o ictus pode ser administrada medicação prescrita pelo médico veterinário. O ictus pode ser precedido por um período de comportamento anormal, onde o animal aparece desorientado, tonto ou procura a atenção do dono sem razão aparente. Este período é conhecido por aura. Após as convulsões alguns animais podem aparecer confusos, desorientados ou até com cegueira.

As convulsões parciais começam por afetar só uma parte do corpo mas frequentemente acaba por se generalizar, afetando o corpo todo. Este tipo de convulsões é raro em medicina veterinária.

O que causa as convulsões?

Existem várias causas prováveis para dar origem a uma convulsão. A causa mais comum é a epilepsia, cuja causa é desconhecida, mas só pode ser diagnosticada após exclusão de outras causas, através da realização de determinadas análises. As outras causas incluem: tóxicos, doenças infecciosas, tumores, doenças metabólicas (hepáticas, cardíacas, hipocalcemia, hipoglicemia, etc.) e trauma.

As convulsões podem ser tratadas?

O tratamento das convulsões envolve um grupo de drogas conhecido por anticonvulsivos. É importante compreender que o tratamento não é direcionado para a causa subjacente mas para controlar os sintomas. A medicação pode não livrar o animal das convulsões para sempre, mas diminui a frequência e a severidade das mesmas. Não existe um tratamento que seja efetivo para todos os animais, sendo portanto uma tarefa do médico veterinário encontrar uma dose e/ou uma combinação de drogas que melhore se adaptem ao seu animal.

Após o começo do tratamento, o seu animal poderá aparecer sonolento ou prostrado durante a primeira/segunda semana (s) de tratamento, sendo um efeito secundário comum quando se começa um novo tratamento (procure o médico veterinário se a sedação lhe parecer excessiva). Outros sinais que deve ter em atenção serão: vômitos, excesso de consumo de água, ou excesso de produção de urina. Em algumas ocasiões e no caso dos tratamentos prolongados, estas drogas podem ser tóxicas para as células do fígado, devendo ser monitorizado periodicamente através de análises sanguíneas.

Siga as instruções do médico veterinário, sendo muito importante que a medicação seja administrada corretamente, podendo ocorrer convulsões caso hajam falhas na medicação. É aconselhada uma avaliação regular cada 6/12 meses.

Fonte: hospitaldosanimais.com


Esporotricose, doença que ataca os gatos, também pode atingir donos.

A mania de subir em árvores e brincar na terra pode representar um perigo para os gatos que vivem em contato com a natureza. E também para os seus donos. A doença é causada por um fungo que deixa feridas na pele. 


Fonte: extra.globo.com/